sábado, 25 de setembro de 2010

A partida- o Adeus.



O simples estar sempre diante de outras pessoas, estar presente em certos lugares por um determinado período de tempo. Encontrar-se e desencontrar-se : O grande dilema de estar vivo.

Quando, exatamente, eu me dou conta do encontrar, o quê significa "encontrar-se"?

Talvez seja a plena realização do eu com o meio que me rodeia, tal como com as pessoas. Essa realização pessoal que, como ser humano, é sempre algo bastante desejada, mas algo instável e demasiado inconstante.

E devido a essa instabilidade ou a constante procura que o ser humano tem dentro de si mesmo por algo que muitas vezes não existe, ou seja, um ideal platónico, digamos assim, caí no desencontro que poderá levar a outros lugares, logo a outras pessoas, portanto, a um novo meio social.

Assim são os ciclos da vida- Assim há o Adeus, o até logo que causam a dor mas que nos trazem mais experiências, mais maturidade, mais saudade.

A saudade! Demasiada saudade que destrói, mas ao mesmo tempo faz do ser humano demasiado humano.

Esse texto é dedicado a esse momento especial que estou vivendo, a hora, mais uma vez, da partida. E com essa partida ficam pessoas que foram absolutamente importantes nessa fase de conhecimento, troca, doação e abertura para esse mundo, que outrora foi novo para mim.

É difícil tornar-se demasiado humana a custa da dor, mas o fato de nós sermos humanos e o fato de sermos insaciáveis leva-nos a buscar o desejável a todo lado.

Fica aqui a saudade que desde já sinto.

Naiara Soares

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