Não é preciso ser fã de futebol para ligar o Ri e o Ro Fenomenal. Há um consenso universal, creio eu, que confirma que esses dois artistas nasceram predestinados a embelezar a arte do futebol.
Os dois são da década de 70, com histórias familiares paralelas, ou seja, oriundos de famílias carentes que tinham dificuldades para alimentar suas “crias”. Mas, como já dizia o seu Romildo Vítor: onde comem quatro, comem cinco.
Na ascensão ao futebol não foi diferente, o que quer dizer que enquanto os pais apostavam nos seus filhos como talentos da bola, as mães impunham-se e preferiam que eles deixassem de lado a “malandragem” e levassem a sério os livros.
Um deles, nascido precisamente hoje, 19/04/1972, na capital de Pernambuco, Recife. Foi o terceiro filho de Marluce e Romildo Vítor. Menino pobre, desde pequeno teve que trabalhar, juntamente com seus dois irmãos mais velhos para ajudar na economia da família. Além da escola, o trabalho, e além de ambos, estava a paixão pelo esporte mais visto e emocionante do mundo.
O outro veio ao mundo no dia 26/09/1976 no Rio de Janeiro. Este, por coincidência, também veio a ser o terceiro filho da D. Sônia e o seu Nélio. Ele, um carioca, desde sempre, apaixonado pela bola e negligente na escola, talvez, tenha reconhecido, desde pequeno, o dom que era só seu.
Rivaldo Vítor Borba Ferreira, grande Rivaldo! Pernambucano, nordestino, brasileiro que levou ao delírio milhões de torcedores fanáticos e não fanáticos pelo seu bom futebol, pelos seus gols, passes, ginga, ritmo e ousadia em campo. Considerado por muitos o melhor jogador brasileiro da Copa de 1998 e merecedor do prêmio de melhor jogador da Copa de 2002.
Quatro anos mais tarde, Ronaldo Nazário de Lima – Ronaldo Fenômeno, flamenguista de coração e hoje balançando a rede a favor do Timão! – O Brasil, que já gritara o seu nome na copa de 1994, quando ele apenas no banco estava. Por que será? Por todos os clubes que passou deixou marcas de goleador, fez torcedor “virar a casaca”, fez milhões chorarem diante de uma convulsão. O Ronaldo provou que no futebol tem-se 7 ou mais vidas, que lesão, peso, escandalos, amores vêm e passam…O mais velho, Rivaldo, passou por grandes times brasileiros, como o Corinthians (atual de Ronaldo) e o Palmeiras. Na Europa, destacou-se no Deportivo La Coruña e, um ano depois, o Barcelona comprou o seu passe, com o objetivo de que ele substituísse o Ro Fenomenal, outra coincidência. Por incrível que pareça, Rivaldo foi simplesmente espetacular. Ganhou no Barça méritos, prêmios, títulos e milhões. Depois, veio o AC Milan onde, infelizmente, não fez grandes exibições, seguido do Cruzeiro (volta ao futebol brasileiro). Voltou ao campeonato europeu na Grécia, no time do Olympiakos. Lá, obteve novamente sucesso, comemorando títulos, dando alegria e fazendo o que todo mundo quer – gols. Para além de gols, Rivaldo é simplesmente um gênio da bola! Ele sabe jogar bonito, ele sabe que futebol é arte e que ele é Rivaldo. Para mim, um dos melhores jogadores do mundo, do planeta. Eu sou Rivaldo!
Ro, por sua vez, também trilhou uma carreira brilhante. Foi descoberto no Cruzeiro, único grande clube brasileiro que jogou antes de ir-se para a Europa. Assim sendo, aterrizou no PSV Eindhoven (Holanda), onde permaneceu somente um ano, depois o Barça… (Barça é o palco das estrelas, como já escreveu minha mãe)… Tal como Rivaldo, conquistou prestígio, admiração e mais uns milhões. Seguiu do Barça para o Inter de Milão e, com isso, mais títulos. Retornou à Espanha. Desta vez, no arqui-rival do Barça, Real Madrid, permanecendo aí cinco anos, deixando os seus adversários loucos e conquistando mais fãs ao redor do mundo. Ronaldo virou uma instituição. Eu sou R9!
Em 1998, Mundial da França,o Brasil coloriu-se de verde e amarelo. Gritamos : É PENTA BRASIL!!!!!
A imprensa mundial tinha um foco: a seleção brasileira (o que não é novidade!). E, por sua vez, esta trazia a dupla maravilhosa, que dela tanto esperávamos. Rivaldo e Ronaldo fizeram um belo trabalho, animaram o povo brasileiro a gritar mais e mais pelo Penta e a acreditar que era possível. Simplesmente, estava nas nossas mãos, ou melhor, nos pés deles, afinal, eles precisavam finalizar e fazer o que eles melhor sabem, bom futebol e, evidentemente, gols.
O Brasil foi a final contra a seleção anfitriã, a França. O resultado foi o que todos não esperavam, a França triunfou, enquanto que nós, brasileiros, nos quedamos perplexos diante dos acontecimentos sucedidos antes e durante aquela grande partida. Porém, não cabe a esse texto relatá-los.
Meu dever aqui é sobressaltar a genialidade desses dois craques.
Atualmente, Rivaldo joga no futebol asiático, no time de Bunyodkor do Uzbequistão, enquanto que Ronaldo retornou ao Brasil, para defender o Corinthians.
Naiara Soares
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